Confirmado: Bolsonaro assina decreto e acaba com o horário de verão no Brasil

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O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (25) o decreto que revoga o horário de verão no Brasil. O Ministério de Minas e Energia (MNE) realizou estudos que avaliavam a eficácia da medida no país, no entanto, Bolsonaro já havia anunciado a intenção de acabar com o horário de verão no começo deste mês, durante um café com jornalistas em Brasília.

O horário de verão brasileiro foi adotado pela primeira vez em 1931. A medida foi implantada para não sobrecarregar o sistema elétrico e gerar economia, mas há algum tempo o padrão de consumo de energia do brasileiro mudou e essa ação não tinha mais efetividade.

Maioria dos brasileiros concorda com Bolsonaro

Uma análise realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que a maioria dos entrevistados (65,7%) concorda com a decisão do governo federal. Os que não concordam são 31,1%. Não sabem ou não responderam somam 3,2%.

As regiões que implementam o horário de verão são Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Moram na região Sudeste as pessoas que mais discordaram da determinação (38,6%). Entre os entrevistados a maioria disse não gostar do horário de verão (63,1%), ressaltando que a pesquisa foi feita com moradores de todas as regiões do país, inclusive as que não adotam a mudança de horário. Os que gostam somam 32,2% e não sabem ou não responderam (4,7%).

Os moradores da região Sul são os que mais declararam gostar do horário de verão, com 40,8%. Os entrevistados de 16 a 24 anos são os que disseram mais gostar de uma hora a mais de sol.

Mudanças e efetividades

O padrão de consumo de energia elétrica dos brasileiros vem mudando ao longo dos anos. Antes, a adoção do horário de verão evitava uma sobrecarga no sistema no fim da tarde – as pessoas passavam mais tempo fora de casa e os setores produtivos (comércio e indústria) encerravam o expediente ou diminuíam o volume de produção. Com o tempo, o pico de consumo mudou de horário e é no meio da tarde em que os brasileiros “gastam” mais luz – o ar-condicionado é apontado como um dos fatores para esse boom de consumo.

Dados do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram que, embora haja um alívio aos cofres da União pela adoção do horário de verão, essa economia vem diminuindo. Em 2013, por exemplo, foram poupados R$ 405 milhões – o equivalente a 2.565 megawatts. A partir daí, a economia só diminuiu: no ano passado, esse número caiu para cerca de R$ 140 milhões.

Não há um consenso sobre custos e benefícios do horário de verão no Brasil, e outros países que adotam o modelo também estão reavaliando a política. Um exemplo é a União Europeia, que fez consulta pública sobre o tema em 2018, para discutir vantagens e desvantagens.

Fonte: Gazeta do Povo

 

 

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