Coronavírus também está matando crianças, confirma OMS

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Crianças também estão morrendo por causa da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, declarou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (16).

“Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram”, disse Tedros, ao reforçar que a covid-19 é “é uma doença séria”. As informações são do portal G1.

O diretor-geral da entidade não deu mais detalhes sobre esses registros (o percentual de mortes pessoas até 11 anos de idade, por exemplo), mas, até então, a organização não havia reconhecido a morte de crianças pelo novo coronavírus. 

Os grupos de risco incluíam, segundo a organização, pessoas mais velhas ou com doenças pré-existentes, como diabetes ou no sistema cardiovascular, a exemplo da hipertensão.

O diretor da OMS ressaltou que a escalada dos casos e mortes pelo mundo justifica a adoção de medidas de distanciamento social, como fechamento de escolas e suspensão de eventos com grande aglomeração de pessoas, mas que a OMS afirma que testes em larga escala para cada caso suspeito ainda são a melhor alternativa para conter a disseminação do vírus.

“Não se consegue combater um incêndio com os olhos vendados. Você não consegue parar essa pandemia se não souber quem está infectado”, reforçou Tedros, ao destacar a necessidade de testar todos os casos suspeitos.

“Teste, teste, teste. Teste todo caso suspeito. Se for positivo, isole e descubra de quem ele esteve próximo”, orientou.

A diretora técnica da OMS, Maria van Kerkhove, voltou a aconselhar que sejam mantidas as estratégias de contenção. “(É preciso) achar todos os casos e seguir todos os contatos e testar os contatos. Dá para parar a transmissão entre as pessoas”, disse Maria.

Protestos no Brasil
A diretora técnica da OMS foi questionada sobre as manifestações ocorridas no Brasil no fim de semana.

“Uma das formas de evitar a transmissão entre pessoas é parar reuniões de pessoas – alguns países tomaram decisões se baseando no número de pessoas. É importante que as pessoas não vão – que limitem a participação em eventos de aglomeração em massa”, declarou Maria van Kerkhove.

 

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