“Não há comida, não há socorro”. Moçambique em estado de emergência

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Mais de duas centenas de pessoas morreram só em Moçambique, na sequência da passagem do ciclone Idai. Pelo menos outras cem pessoas terão morrido no Zimbabué e no Malaui, onde o ciclone atingiu mais de 400 mil pessoas por onde passou, fustigando aquela região africana desde o passado dia 14 de março.
Aliás, os números elucidam muito pouco relativamente à dimensão da tragédia. A grave situação em que o país se encontra levou o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, a declarar “emergência nacional” esta terça feira.
Nyusi, afirmou em entrevista a uma rádio estatal que o número de vítimas do ciclone pode passar de mil – até este momento, a contagem oficial de mortos está em apenas 84 (um número muito àquem do que realmente poderá ser registado).

“Não há comida, não há meios de socorro, …falta tudo”…

A população moçambicana está em grandes dificuldades e desespera, solicitando auxílio a todos os níveis. Os mais recentes dados apontam para mais de 1,7 milhões de cidadãos afetados no sudeste da África. As comunicações estão completamente destruídas. Falta tudo!… “Não há comida, não há meios de socorro”…

(Imagem da TV Globo)

O Programa Alimentar Mundial está a sentir enorme dificuldade para conseguir atender às inúmeras emergências, que por toda a parte se vão revelando.

A BBC News Brasil noticiou hoje que o presidente moçambique, depois de sobrevoar as áreas mais atingidas, disse ter visto corpos boiando em rios, uma situação de destruição que Nyusi classificou de um “verdadeiro desastre humanitário”.

O governo de Moçambique estima que 100 mil pessoas precisam ser resgatadas e que outras 600 mil foram atingidas por enchentes, derrocadas e desabamentos provocados pelo Idai. Há receio de que algumas barragens venham a rebentar com a enorme quantidade de água que causa enchentes por toda a parte.

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